A responsabilidade extrema dita que não existem times ruins, apenas líderes e liderados que falham em assumir a propriedade de seus problemas. Se uma meta não foi batida, a causa raiz nunca é o mercado ou terceiros, mas sim uma falha de planejamento, comunicação ou execução que o responsável direto deveria ter antecipado.
A maturidade de responsabilidade de um time pode ser quantificada pelo Coeficiente de Responsabilidade ($C_{resp}$), que relaciona as falhas reportadas com as soluções implementadas.
$$ C_{resp} = \frac{\text{Problemas com Sugestão de Solução}}{\text{Total de Problemas Reportados}} $$
Este protocolo deve ser aplicado em todos os ritos de gestão (Dailies e L10). Ele proíbe o uso de fatores externos como justificativa final para o não atingimento de metas.
| Em vez de dizer (Desculpa)... | Diga (Responsabilidade)... |
|---|---|
| "O lead não atendeu o telefone." | "Não consegui contato; vou testar uma abordagem via WhatsApp e e-mail hoje." |
| "O cliente atrasou o envio dos dados." | "Eu deveria ter cobrado o cliente com mais antecedência ou escalado o atraso." |
| "A plataforma de anúncios oscilou." | "O $CPL$ subiu, por isso já desliguei os criativos ruins e estou testando novos." |
Utilize este modelo para avaliar a postura do time durante as revisões de performance:
| Incidente / Falha | Responsável | Atitude Observada (Vítima vs. Dono) | Plano de Ação Proposto pelo Dono |
|---|---|---|---|
| Atraso no projeto X | João | 🔴 Vítima (Culpou o suporte) | Nenhum (Esperando o suporte) |
| Queda de conversão | Maria | 🟢 Dono (Assumiu falha no copy) | Teste de 3 novas headlines em 24h |